O que vou descrever a seguir para minha vida foi extremamente difícil; sempre pedi a DEUS que colocasse em meu caminho pessoas de FÉ, amigas, companheiras e que não agissem como Juiz, julgando a minha causa e até me sentenciando. Abrindo meu e-mail (23.11.11), vi um lindo e-mail e uma postagem falando do PROJETO RAABE, que a querida Cal me enviou. Na hora, fui tocada que o momento de ROMPER O SILÊNCIO era chegado. Conheci o pai de meus filhos, aos vinte anos, havia perdido minha mãe recentemente e logo após meu pai. Também, na época eu trabalhava no Tribunal de Justiça como escrevente concursada e estava fazendo Faculdade de Letras, já era cristã e era secretária geral dos jovens na igreja que eu frequentava. Os jovens eram muito animados e vivíamos em confraternizações (Rio e SP, além de outros estados), foi em meio a estas confraternizações que conheci o pai dos meus filhos e por falta de ACONSELHAMENTO por parte de líderes, esposas, cai no engodo do inimigo e me apaixonei. Fomos viver juntos, exatamente um ano após, o que parecia ser doce virou puro fel. Começaram as agressões com palavras, a falta de respeito em todos os sentidos e agressão física. Engravidei por duas vezes e tive abortos espontâneos (hoje compreendo o porquê e agradeço a DEUS por não ter vingado aquelas gravidezes, pois só Deus sabe que consequências trariam). Esperei uns anos e fiz um tratamento e engravidei; veio uma linda menina, perfeita, saudável e dois anos depois tive outra gravidez e veio um filho homem; também perfeito e saudável (durante a gravidez tive várias ameaças de aborto, tendo que ficar em repouso absoluto). Eu pensava que com o nascimento da 1ª filha, ele mudaria suas atitudes, mas não foi o que aconteceu. O mesmo tornou-se ainda mais agressivo e comecei a notar que ele repudiava certas atitudes da minha filha, pois o sonho dele era ter um herdeiro primeiro. Como mãe, eu procurava sempre estar atenta e até de alguma forma, fazê-lo mudar e por isto eu usava a minha FÉ, nas orações, nos propósito, mas… eu me esqueci de que ele tinha que querer libertação, uma vez que já conhecia a DEUS (de ouvir falar e não de com ele andar), fazia parte integrante de uma denominação; precisava buscar e querer ser liberto!!! O seu proceder como homem, marido e como servo de DEUS, que dizia ser, não era digno. Ele era um profissional da música e agia como um homem totalmente ímpio, infiel a DEUS, a mim e aos seus filhos. Ele paquerava, na minha frente, ele elogiava com 2ª intenções mulheres (solteiras, casadas, jovens, adolescentes) e como se não bastasse empregadas dentro de minha casa eram assediadas (cheguei a pegá-lo dentro de minha casa com uma adolescente aos beijos e abraços). Toda a sua atitude deplorável me fazia ter ciúmes e eu o cobrava e mesmo não o cobrando, eu não podia ficar chateada, tudo era motivo para ser agredida; primeiro com palavras, com desprezo, agressões físicas de chegar a me deslocar o pescoço, causar luxação na minha perna e ter que engessar; por muitas vezes, me senti estuprada, pois era obrigada a ceder aos seus desejos doentios (me usava como uma prostituta com todo tipo de sexo), muitas vezes, eu doente, era obrigada aos seus caprichos. Quando minha filha tinha apenas um ano de idade, uma das babás precisou faltar e como ele era muito prestativo com a casa, alimentação, cuidadoso com os filhos e não me faltava nada, ele se prontificou a cuidar de minha filha e eu inocente deixei. Quando retornei do meu trabalho, ele mesmo me contou que quase a matou sufocada com um travesseiro porque ela chorava muito e ele não conseguia fazê-la parar. Com este acontecimento, fiquei alerta e fui observando que suas atitudes não eram normais. Em outra oportunidade, ele quis trocar as crianças logo após o banho (minha filha estava com apenas quatro anos de idade), ouvi um grito abafado dela e corri para ver o que tinha acontecido, mas tudo parecia bem! Comecei a conversar muito com ele, ter muito diálogo, pois afinal eu o amava, queria o seu bem, esperava sua total mudança, mas…. Quando eu entrava com a verdade, ele se defendia com agressões que continuavam cada vez mais fortes. Passei a não deixar meus filhos com ele, não existia confiança. Minha filha foi se soltando aos poucos e disse-me que o pai fazia gestos para ela, fazia promessas em troca de dinheiro, queria lhe ensinar muitas coisas, para que quando ela crescesse não sofresse nas mãos de homem nenhum e que tudo ela precisava saber. Eu fui ficando cada vez mais atenta, cercando os meus filhos com toda proteção (babás, empregadas, saí do Tribunal com licença sem vencimento). Ele era

tão agressivo que quando pegava os meus filhos para corrigir, batia com cinto e deixava a fivela marcar a pele deles, com marcas profundas. Tivemos uma convivência de 15 anos, mas um dia eu tomei ATITUDE, já estava exausta e o amor que era 100%, já estava em 20%, lhe dei um ULTIMATO e disse: se houvesse mais uma agressão, eu me separaria (sofri muitas ameaças de morte juntamente com meus filhos). Devido à RELIGIOSIDADE que eu tinha, esperava

muito em DEUS, sem usar a FÉ, com ATITUDE. Já estava muito cansada, judiada, explorada, ele era um analfabeto e eu o alfabetizei, com todo estudo que obtive e conhecimentos, adquirimos empresas, bens, propriedades, uma estabilidade financeira ótima. Na semana em que completamos 15 anos de convivência, por causa de algo simples, ele que havia trabalhado a noite toda e usado drogas (escondido, mas eu descobri), levantou uma discussão e veio me agredir e sua intenção era matar-me, mas um dia antes, orando, DEUS me orientou como eu deveria agir e o que iria acontecer. No auge do seu desequilíbrio, quis mesmo até incendiar o apartamento, explodir botijão de gás, mandei minha filha ligar para a DDM (Delegacia de Proteção à Mulher) e contar que o seu pai estava tentando fazer e dizer também os abusos que ela vinha sofrendo a tanto tempo. Na mesma hora ele parou, pensou e decidiu: ESTOU INDO EMBORA, arrume tudo o que é meu que venho buscar depois. Esta cena é difícil esquecer: meus filhos com oito e dez anos de idade pegavam as roupas com cabide e tudo, jogavam nas malas, com tanta agilidade que tive que intervir e dizer a eles que TINHA ACABADO. Eu não voltaria mais atrás (já havia acontecido separação por duas vezes e eu o aceitei de volta), mas antes dele sair pela porta da frente, fiz questão de dizer: ACABOU, a adolescente que você pensa que sou, vais ver a grande mulher que é. Hoje faz mais ou menos 16 anos em que estou sozinha e não solitária (por opção, por enquanto), decidi dar o melhor aos meus filhos e hoje eles estão firmes e fortes, no CARÁTER E NA FÉ, formados, realizados e eu me cuidando para o NOVO que DEUS TEM PRA MIM. Hoje me sinto preparada para amar novamente, esperar aquele que DEUS tem pra mim. Eu e minha casa estamos MUITO, MUITO, MUITO FELIZES. – Autora Anónima